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Grupo Maria Cutia se aventura nos palcos na programação da 45ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança
Comemorando 13 anos, cia de Belo Horizonte apresenta 3 espetáculos em teatros da cidade
Na extensa programação de espetáculos em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, o espetáculo solo do ator Leonardo Rocha, Engenho de Dentro, os shows cênicos Francisco - Mariana Arruda numa noite de Chico Buarque e ParaChicos - Mariana Arruda buarqueando para crianças, marcam a participação do Grupo Maria Cutia no maior evento de Artes Cênicas do estado de Minas Gerais. O espetáculo Engenho de Dentro, sobre o universo da loucura, faz temporada na Funarte, de 7 a 10 de fevereiro, sempre às 20h. Já as produções cênico-musicais Francisco e ParaChicos com repertório do cancioneiro de Chico Buarque estão em cartaz no dia 17 de fevereiro no palco do Grande Teatro do SESC Palladium - ParaChicos às 16h e Francisco às 20h.
A costura de trechos sobre a loucura encontrados na obra de Cervantes, Tchekhov, Machado de Assis, Fitzgerald, Gógol constroem a narrativa dramatúrgica de Engenho de Dentro, que tem direção de Eduardo Moreira e Antônio Rodrigues. Em cena, Leonardo Rocha retrata o universo de um homem confinado em um quarto. Em tom sarcástico e ácido, ele relata suas histórias delirantes, aventuras fantásticas e desvarios. Sente-se vigiado pelos olhares de seu perseguidor imaginário, que assume distintas formas e personalidades. Recluso em suas memórias alucinadas nos convida a uma viagem delirante e poética ao universo da loucura.
Em Francisco, a atriz e cantora Mariana Arruda canta repertório do compositor Chico Buarque em um espetáculo cênico musical para o público adulto. Com pitadas cênicas bem dosadas, o repertório musical (que versa só a voz masculina na obra de Chico) vem não só da trajetória no teatro da intérprete, mas de toda a equipe artística envolvida no projeto. O show-espetáculo tem arranjos de Leandro Aguiar e direção de voz e interpretação de Babaya Morais. A escolha do repertório centra sua dramaturgia nas canções do eu lírico masculino, que trata de paixões, separações, exaltando suas amadas e o amor do compositor pelo samba e pela arte. Uma grande homenagem às mulheres e aos artistas.
No show-cênico ParaChicos, canções que já são consideradas clássicas do cancioneiro infantil, como as trilhas da peça “Os Saltimbancos” e do filme “Os Saltimbancos Trapalhões”, são interpretadas ao lado de clássicos antes vistos só como “adultos” do músico, como “João e Maria” e “Pedro Pedreiro”. Mariana Arruda, como palhaça Begônia, assume personagens como "A Galinha" e "A Gata" que fazem testes para a nova cantora do Circo Roliúde, dita uma carta para o Barão (dono do circo) escrita em uma máquina de escrever sem acentos e treina com a plateia um coro de quem canta no chuveiro em lá. Nesta pesquisa, com brincadeiras de timbres e velocidades, criam-se “vozes” diferentes para cada canção a partir da história cantada na letra.
Foto: Tati Motta
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