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A Economia da longevidade e suas oportunidades

A Economia da Longevidade é o conjunto de produtos e serviços voltados para atender a população 50+ levando em conta os seus aspectos econômicos, sociais e de saúde

Diante de um grupo de consumidores que cresce de forma avassaladora, com mais saúde e expectativa de vida, ganham forças as discussões sobre a Economia da Longevidade ou Economia Prateada. 

Em 2019, uma pesquisa da ONU mostrou que pela primeira vez o mundo tinha "mais avós do que netos". E no Brasil, esse fenômeno também já acontece: segundo dados do IBGE, já são cerca de 55 milhões de brasileiros com mais de 50 anos, que respondem por um quarto de toda a população e já tem mais gente que toda a Espanha. E esse número vai quase dobrar nos próximos 30 anos.

O processo de envelhecimento no Brasil é tão rápido que um grupo de pesquisadores se referiu a esse crescimento como um "tsunami prateado". O estudo Tsunami Prateado, coordenado pela mineira Layla Vallias, mostra que os consumidores 50+ são exigentes, ávidos e cada vez mais digitais (o consumo online cresceu 40% durante a pandemia). Segundo estimativas do Instituto Locomotiva, esse é um mercado de mais de R$1,7 tri no Brasil.

Algumas empresas e startups já estão de olho nessa tendência. Um exemplo é a Bora Experiências, fundada em 2021 pelo empreendedor Bruno Barroso. "Entrevistei mais de 40 pessoas 50+ e ficou claro que elas estão ávidas por novas experiências, que muitas vezes não se permitiram quando eram mais jovens ou se dedicavam mais aos filhos e ao trabalho", conta ele. 

A Bora é uma plataforma que faz curadoria e vende experiências de gastronomia, bem-estar e artes em grandes cidades, sem demandar grandes viagens. "A Bora não é exclusiva, mas sim inclusiva para o público 50+, que muitas vezes não se vê representado pelas marcas e pela comunicação. Nossa curadoria mapeia atividades que dialogam e interessam a esse público, que é muito exigente". 

Recentemente, a empresa lançou um vídeo manifesto redigido pela escritora e publicitária mineira Cris Guerra, que também tem dialogado bastante com o público maduro. Em 2020, a comunicadora se aproximou desse tema ao gravar um vídeo em resposta a uma esquete do humorista Fábio Porchat no Porta dos Fundos, no qual ele satiriza e sugere que pessoas mais velhas não sabem mexer com tecnologia. 

A resposta de Cris Guerra acabou viralizando na internet e colocou os holofotes no chamado Etarismo, ou preconceito por conta da idade. Em um vídeo que já conta com mais de 500 mil visualizações, Cris diz: "Uma pessoa, quando envelhece, não deixa de ter a personalidade que tinha antes. Talvez seja o contrário, ela vai apurando quem ela é”. E completou: "o tempo passa sim, para todo mundo, o tempo todo. E envelhecer não significa não poder mais fazer as coisas”. 

Para mais informações sobre este mercado e agendamento de entrevistas, por favor entre em contato. 

Foto: Cris Guerra/Marcio Rodrigures

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