Notícias
A Autêntica comemora dois anos de existência com shows de O Terno, Tulipa Ruiz, Mordomo e Valsa Binária
Em fevereiro de 2015 foi inaugurada A Autêntica, projeto de quatro amigos que tinham em comum a paixão pela música e apostaram na criação de uma casa totalmente dedicada à música autoral. Dois anos depois, após receber uma variedade de trabalhos de BH, de outros cantos do Brasil e do mundo, a casa dá sinais de que veio para ficar e é considerada uma dos principais espaços da música no país, com uma programação abrangente que agrega segmentos diversos, dando voz a artistas novos, consagrados, com pouco ou muito tempo de estrada.
Nada mais apropriado que celebrar o primeiro biênio e a comemoração acontecerá no sábado, dia 4 de fevereiro, a partir das 22h, com os shows dos anfitriões Mordomo e Valsa Binária e da banda O Terno, que terá como convidada a cantora Tulipa Ruiz (SP). Os ingressos custam R$ 30,00 (promocional) R$ 40,00 (antecipado) e R$ 50,00 (portaria). A Autêntica fica na Rua Alagoas, 1172 / Savassi– Belo Horizonte.
São poucas as casas em Belo Horizonte cuja programação é exclusivamente dedicada à música autoral, e A Autêntica traz essa ideia na identidade e na proposta. A cena autoral da capital mineira é marcada pela multiplicidade, com bons trabalhos em vários segmentos musicais, como o rock, samba, jazz, rap, soul, eletrônico entre outros. Diante de um cenário tão fértil que inclui trabalhos reconhecidos para além das montanhas, há a necessidade crescente de mais espaços para que o púbico tenha acesso aos artistas e vice-versa e foi esse pensamento que fez com Sergio Lopes (produtor do festival “Vi Jazz), Leonardo Martins (publicitário), Leo Moraes (produtor e integrante do valsa Binária) e Bernardo Dias (produtor e músico integrante do duo “Mordomo”) apostassem no segmento que muitos veem como risco.
“Dois anos é um marco para qualquer negócio, dizem que se você consegue romper essa barreira é um sinal de longevidade”, comenta Leo Moraes.
O músico diz que, no caso da Autêntica, esse marco tem um sabor especial.
“Isso porque a gente foi contra um consenso de que trabalhar com o autoral não dá certo, e a gente bancou isso, porque no fundo a gente via que todas as tentativas de se trabalhar com música autoral eram feitas de forma muito tímida e a gente resolveu abraçar essa proposta para ver se era impossível. Hoje chegamos à conclusão de que é possível sim, não é fácil, mas é viável. A tendência é só crescer porque é um espaço muito aberto à construção e estamos muito felizes de chegar nessa marca de dois anos, é uma vitória, e temos o ímpeto de cada vez mais ampliar o nosso trabalho, de A Autêntica ser o primeiro passo de uma coisa maior. É com esse espírito que a gente entra no nosso terceiro ano”, diz Leo Moraes.
O músico e produtor Bernardo Dias, o “Berna”, como é chamado pelos amigos, conta que sua história com A Autêntica começou a partir da sua participação em vários movimentos e ações da cena musical da cidade, o que preparou para perceber a necessidade e a importância de um espaço com essa proposta. “A Autêntica aconteceu muito ao acaso pra mim, não foi nada planejado. Foi partindo do princípio de que é preciso fazer várias coisas para sobreviver de música, e aí surgiu a oportunidade de participar desse empreendimento que eu via que a cena precisava e que eu poderia contribuir bastante”, afirma. “Quando surgiu a oportunidade eu via o horizonte de um negócio que eu ajudaria a administrar e contribuir para a interação entre os artistas, tanto de BH quanto os de fora da cidade”.
Reconhecimento
Assim como o sócio Leo Moraes, Bernardo, também avalia que esses dois anos de jornada da casa foram de amadurecimento e consolidação do nome.
“Eu sinto que nestes dois anos a gente se preparou pra começar a colher os frutos a partir de agora, que a casa está com a engrenagem funcionando de forma eficaz. Paralelo a isso a gente conseguiu que A Autêntica extrapolasse do jeito que a gente queria. No Brasil inteiro já falam da casa, que virou referência. A gente sente a vontade e a abertura de artistas já consolidados em tocar aqui, e contribuir para que o espaço continue existindo. Isso é o mais difícil e acho que a gente conseguiu, que é ter a simpatia da classe”, diz, referindo-se a artistas, produtores e demais agentes da música, além dos colaboradores ligados à cena. “Eu acho que essa é a nossa maior conquista que é não ter apenas a admiração mas também a credibilidade e o apoio dos artistas, tanto em Belo Horizonte quanto fora”, conclui.
Os shows
A comemoração vai ser á altura do que a casa tem proporcionado para a cena musical e o público nestes dois anos, com apresentações de Valsa Binária e Mordomo, bandas que, além de conhecidas do cenário belo-horizontino, tem como integrantes dois dos sócios d’A Autêntica, respectivamente Leo Moraes e Bernardo Dias. Na sequência, a banda paulistana O Terno, trabalho elogiado em todo o país, divide o palco com a cantora Tulipa Ruiz.
Mordomo
É notável como certos músicos – e também compositores como é o caso de Bernardo Dias e Fernando Persiano – evidenciam logo de cara, sem que o ouvinte precise ser especialista no assunto, que a música que produzem é genuína, verdadeira, além de ter recheio consistente. Com bom background, Bernardo (guitarra e vocais) e Fernando (baixo e vocais), que encabeçam a banda mineira Mordomo, trilham caminho próprio em colaboração com compositores e músicos da atual cena belo-horizontina. No homônimo Mordomo, primeiro álbum da dupla em nova roupagem, depois de dez anos à frente de outro projeto musical, o bem-sucedido Vitrolas, a força da poesia somada a arranjos crus, de sonoridade cuidadosamente simples e certeira, são das características mais potentes. Transitando com facilidade entre o trompete e o vibrafone e entre sons de sintetizadores e sutilezas eletrônicas, apoiados por uma base que engloba violão de nylon, piano elétrico, guitarra, baixo e bateria, a dupla Bernardo e Fernando faz um som autoral e polifônico que se espalha por influências que vão da MPB clássica ao jazz de cabaré dos anos 40.
Valsa binária
Ironia, sensibilidade, elegância. São palavras que já foram utilizadas pra definir o som e a poesia do Valsa Binária. A banda transita pelo universo da música popular contemporânea com desenvoltura e leveza, fazendo uso de diversas referências estéticas em sua arte. Melodias aparentemente despretensiosas são apoiadas por arranjos inusitados, por vezes estranhos, que são a roupagem das letras que vão da delicadeza profunda ao sarcasmo escrachado. A banda lançou seu primeiro álbum, auto-entitulado, em 2011 e apresentou em 2015 seu segundo álbum, chamado “10”. Tendo em seu currículo apresentações em diversas cidades pelo país, a Valsa Binária oferece um show instigante e divertido.
O Valsa Binária é formado por Danilo Derick: guitarra, teclados e variados; Leo Moraes: guitarra e voz; Rodrigo Valente: Bateria; -Salomão Terra: Baixo.
Tulipa Ruiz
Em 2010, Tulipa Ruiz estreava no mercado independente com “Efêmera”. O repertório de pop solar lhe rendeu citações de disco do ano por publicações especializadas, como a Rolling Stone Brasil e os jornais britânicos The Guardian e The Independent. Ainda emplacou música em novela e foi trilha sonora do videogame Fifa. Dois anos depois, em 2012, com “Tudo Tanto”, Tulipa trazia uma pegada pop rock. A expectativa sobre o segundo disco - convencionado como o de - resulta em novas críticas elogiosas e prêmios (APCA, Contigo! MPB FM e Multishow, além de indicação ao Prêmio da Música Brasileira). Estava consolidada a revelação da música brasileira. Cinco anos depois, a cantora e compositora paulista surpreende e se reinventa com Dancê Produzido por Gustavo Ruiz - irmão, guitarrista, parceiro em dez das 11 novas composições e produtor de todos os seus trabalhos -, o repertório de Tulipa continua pop e mantém ecos solares, mas está, do começo ao fim, feito para dançar. “É um álbum para se deixar levar”, explica o produtor. A sonoridade está ainda mais encorpada, em faixas com forte presença de metais e sopros, com arranjos de Marcio Arantes e Jacques Mathias. Mas também tem canção para dançar a dois, colado. É uma pista particular para todas as cabeças e gerações Ao longo de onze faixas, Tulipa versa, como sempre fez, sobre o agora. E o agora de Tulipa Ruiz é atemporal.
O Terno
Power-trio de canção-rocknroll-pop-experimental de São Paulo-SP formado por Tim Bernardes (Guitarra e Voz), Guilherme d’Almeida (Baixo) e Biel Basile (Bateria). O grupo chama atenção por sua estética autoral, mesclando com originalidade influências e timbres sessentistas e contemporâneos que dão cor às interessantes composições da banda.
A banda lançou em agosto de 2016 Melhor Do Que Parece, terceiro álbum autoral d’O Terno, com uma sonoridade solar e vibrante. Gravados no Estúdio Canoa, o disco é um registro do jovem trio que mostra o entrosamento e espontaneidade musical vinda de um período de muita estrada para banda, que desde a entrada de Biel Basile na bateria, em janeiro de 2015, excursionou exaustivamente. O grupo participou de grandes festivais como o Lollapalooza Brasil 2015, o gigante Primavera Sound 2016, em Barcelona, e chega mais maduro e experiente com esse novo álbum, lançado pelo edital do projeto Natura Musical.
O trio, na ativa desde 2009, tem três discos e um EP lançados. Seu disco de estreia 66 (2012) foi muito bem recebido pelo público e crítica. Com o clipe da faixa-título ganhou público na internet e conquistou prêmios de Melhor Clipe do Ano no Prêmio Multishow e Aposta MTV no VMB. Além de constar entre os 25 melhores do ano (tanto o disco quanto a música de trabalho – 66) pela Revista Rolling Stone Brasil e considerado pelo jornal O Globo como “um dos mais impressionantes discos de estréia de uma banda brasileira”.
Em 2013, o grupo lança seu EP Tic Tac-Harmonium onde começam as experiências sonoras para além do power-trio, Tic Tac ganha um clipe enquanto Harmonium é indicada na categoria ‘Nova Música’ no Prêmio Multishow. No mesmo ano, O Terno se junta ao ídolo tropicalista Tom Zé gravando em seu EP Tribunal do Feicebuqui (que traz duas parcerias de Tim com Tom Zé) e seu disco sucessor Vira Lata na Via Lactea (na faixa Cabeça de Aluguel). Além das parcerias com Tom Zé o vocalista Tim Bernardes já compôs músicas com nomes como David Byrne (na faixa All Around You da cantora Tiê, que também assina a música) e Adriano Cintra (Cansei de Ser Sexy). Em 2014 lançam o homônimo O Terno, de maneira independente, em CD, Vinil e download gratuito, assim como os trabalhos anteriores do grupo. O álbum consolidou uma estética e sonoridade que a banda vinha esboçando, saindo novamente entre os 15 melhores do ano na revista Rolling Stone e muitas outras listas no Brasil e América Latina) e público.
A Autêntica
Voltada para a música autoral e com capacidade para 400 pessoas, o espaço tornou-se um dos principais redutos da música produzida na cidade, além de receber artistas de outras regiões do Brasil e do mundo. Inaugurada em 04 de fevereiro de 2015 A Autêntica é um espaço plural por onde passaram nomes importantes ligados ao rock, ao samba, ao jazz e a toda uma diversidade musical.
https://www.facebook.com/aautenticabh http://aautentica.com.br/
Foto: Rodrigo Valente
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.