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Websérie “Lugar de Mulher” estreia dando visibilidade à produção musical feminina contemporânea

Primeira temporada do programa terá 20 episódios disponibilizados no YouTube até março

Idealizada, produzida e apresentada totalmente por mulheres, com patrocínio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, estreou nesta segunda-feira a websérie “Lugar de Mulher”. O projeto, encabeçado por cinco expoentes do cenário musical mineiro, ganha agora as telas do YouTube, em temporada que terá vinte episódios e vai ao ar até o final de março. No primeiro programa, que já pode ser conferido pelo link youtu.be/AZzERIBPuwo, a cantora e compositora Deh Mussulini recebe as cantoras Dea Trancoso, Cátia de França e Ceumar, para um bate papo inspirador sobre música, liberdade e poesia. Além da conversa, o trio apresenta duas canções que costuram o episódio. 

O projeto “Lugar de Mulher” surgiu a partir de uma vontade que já pairava pelo inconsciente das mineiras Deh Mussulini, Elisa de Sena, Julia Branco, Nath Rodrigues e Sandra Leão. O objetivo era dar visibilidade para a música autoral produzida por mulheres, tendo a diversidade como foco. O primeiro espaço encontrado para a tirar a ideia do papel foi a Rádio Inconfidência, emissora de Belo Horizonte, onde o programa foi veiculado a partir de setembro de 2017 até meados de 2019. 

Agora, o “Lugar de Mulher” entra em nova fase, visando atingir um público ainda mais diversificado, por meio do YouTube. A meta continua a mesma: difundir a produção musical feita por mulheres em Minas Gerais e no Brasil. “A websérie nasceu dessa vontade de dar cara para essas pessoas das quais a gente já falava na rádio. Essa personificação era uma demanda que tínhamos porque não dava para associar a música que os ouvintes estavam acompanhando a um rosto, a uma presença, o que é muito importante”, explica Nath Rodrigues. Inspiradas em outros programas, musicais ou não, que já fazem sucesso na internet, como os canais Colors, NPR e Afronta, as produtoras criaram o projeto e o submeteram à Lei Municipal de Incentivo à Cultura. 

Outro destaque da iniciativa é o fato de que a  força feminina não está representada apenas na figura das apresentadoras e convidadas. Toda a equipe de produção do programa é composta por mulheres, uma maneira de fomentar a cadeia produtiva feminina no meio cultural. “É um trabalho para empoderar e também para dar oportunidade para que as mulheres consigam sobreviver do seu trabalho. É claro que muitas abriram portas antes da gente, para conseguirmos chegar onde estamos. Mas seguimos fazendo esse trabalho para que a quantidade de homens e mulheres seja igualitária em todas as esferas de trabalho”, destaca Elisa de Sena. 

“Nós, como mulheres no setor da cultura, temos uma vontade muito grande de fazer revoluções, mas ainda estamos construindo ferramentas todo dia para que essa revolução de fato se concretize. Ela está em curso, mas temos um longo caminho para aprender mesmo, de se apropriar das linguagens, da nossa própria capacidade de fazer, de entender os processos, de conseguir criar coletivamente e quebrar as estruturas de competição e dominação que estão incutidas na nossa sociedade”, completa Nath Rodrigues. 

A websérie

Compositoras, intérpretes e instrumentistas brasileiras de diferentes vertentes musicais, artistas consagradas e da nova cena, dos mais variados perfis serão apresentadas em vinte episódios nessa primeira temporada do “Lugar de Mulher”. Pela tela passarão nomes consagrados como Dea Trancoso, Cátia de França, Ceumar, Julia Ribas, Iaiá Drumond e Raquel Coutinho, além de talentos que ainda estão despontando, como Mariana Cavanellas, Marina Sena, Luiza Gaião, Maíra Baldaia, Luísa Bahia e Jhê Delacroix. 

A questão geracional não foi o único critério utilizado para a curadoria. Foram convidadas desde beatmakers como Pat Manoese, a representantes do samba, como Cinara Ribeiro e Manu Dias. O pop chega com o som de Paige Willians e Laura Sette. O rap, representado por Tamara Franklin e Ohana. A música instrumental, por Marcela Nunes e Luísa Mitre.

“Cada uma das apresentadoras escolheu suas convidadas dentro da pesquisa musical que já desenvolvia. Ao juntarmos as ideias, pensamos em dar abertura para quem não necessariamente está sendo contemplada pela mídia convencional”, explica Sandra Leão.  

“Formamos um coletivo de cinco mulheres atuantes na cena musical de Belo Horizonte, mas que estão em diferentes espaços. Tem a Sandra que é DJ e participa de vários projetos de percussão. As outras são cantoras e compositoras, mas com estéticas bem distintas. Eu e a Nath temos a questão de sermos mulheres negras, o que é um fato que está diretamente ligado ao meu trabalho. A Deh tem uma ligação com o Sagrado Feminino. A Júlia aborda muito o empoderamento da mulher. Somos mulheres de uma faixa etária parecida e artistas da música, mas cada uma segue por caminhos que em alguns momentos se encontram. E é justamente essa diversidade que aparece na tela”, completa Elisa de Sena. 

Para saber a agenda de divulgação dos demais programas da 1ª temporada do “Lugar de Mulher” acompanhe as redes sociais: www.facebook.com/programalugardemulher e www.instagram.com/colunalugardemulher. Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. 

Foto:Divulgação

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