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Carlos Nunes volta ao cartaz com Comi uma galinha e tô pagando o pato
“A crítica presente no texto - às vezes sutil, às vezes escrachada - está no limiar entre a inocência e o douto conhecimento, entre a política e o desgoverno, entre o humor sério e a própria ironia que, em regra, caracteriza este humor. É um misto de certeza e dúvida que nos guia pelos inusitados e nem sempre sóbrios caminhos da sociedade”. Márcio Ares, Capitão PM, poeta, licenciado em Filosofia e Letras pela PUC-Minas.
No palco, Carlos Nunes interpreta o presidiário Zé da Silva, narrando, com muito humor e pitadas de ironia, como foi parar na prisão após roubar a galinha de estimação da filha de um deputado. Na narrativa, por causa do ocorrido, o deputado entra com Projeto de Lei em Brasília para transformar a galinha em animal sagrado no Brasil assim como a vaca é na Índia.
O humilde desempregado, que foi criado obedecendo às leis divinas e que aprendeu com a mãe que “a inducação, a honestidade e a personalidade vem do berço”, fica sem entender porque um crime tão simples, cometido apenas para livrar a família da fome, o deixou tanto tempo atrás das grades. Enquanto vive o medo de ter o Projeto de Lei aprovado, ele divaga, com seu advogado, sobre crimes tão mais sérios que ficam impunes e situações reais que mereciam mais atenção como: a pobreza “eu moro num aglomerado tão carente que eles estão roubando até curativo de machucado”; as falhas na educação; o descaso com a saúde “o Ministério da Saúde já está advertindo: ficar doente é prejudicial à saúde”; o salário dos aposentados; a atuação da polícia; a impunidade e liberdade parlamentar; os direitos garantidos a todo cidadão pela Constituição Brasileira; e outros temas que, além de atuais, são citados com muita propriedade e irreverência. Em 2014, Carlos Nunes cumpriu temporada de dois meses com o espetáculo no respeitado teatro Bibi Ferreira, em São Paulo, com o mesmo sucesso de público, causando excelente repercussão.
Ficha Técnica
Elenco: Carlos Nunes e André Maurício | Texto: Carlos Nunes e Nazir Malaheb | Direção: Fernando Couto | Cenário e iluminação: Yuri Simon e Heleno Policeno | Produção: Carlos Nunes | Produção Executiva: Geraldo Lucciani | Trilha sonora original: Marcelo Jiran
Foto: Glaucia Rodrigues
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