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GÊMEOS - MÓRBIDA SEMELHANÇA, de David Cronenberg, é exibido na mostra permanente CINEMA E PSICANÁLISE
Narrativa trata de vícios em drogas e conflitos pessoais entre dois irmãos
A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, dá continuidade à mostra permanente Cinema e Psicanálise, resultado de uma parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise. Na primeira sessão de 2018, será exibido o drama Gêmeos, Mórbida Semelhança (1988), do diretor estadunidense David Cronenberg, que também dirigiu os consagrados A Mosca (1986) e Na Hora da Zona Morta (1983).
O filme será comentado por Antônio Beneti, Psiquiatra e Psicanalista de Orientação Lacaniana. O pesquisador faz parte da A.M.E Escola Brasileira de psicanálise, da Associação Mundial de Psicanálise (Paris), e é docente do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais. Junto ao público, Antônio Beneti abordará questões psicanalíticas presentes ao longo do filme.
A narrativa de Gêmeos, Mórbida Semelhança trata dos gêmeos Beverly (Jeremy Irons) e Elliot (Jeremy Irons), que possuem uma clínica particular especializada em fertilidade feminina. Determinada a engravidar, a atriz Claire Niveau (Geneviève Bujold) recorre a casa de saúde. Fascinado pela atriz, Elliot se envolve com ela, que posteriormente também se envolve com Beverly. Ao contrário de seu irmão, Beverly se apaixona por Claire, iniciando um período de conflitos e abuso de drogas.
Cinema e Psicanálise - Contemporâneos em seu nascimento, o cinema e a psicanálise se encontram primeiramente na dimensão do sonho. O pensamento transformado em imagens no sonho faz de cada sonhador o diretor de um filme que ele mesmo não compreende e precisa decifrar. O cinema, por sua vez é uma espécie de sonho coletivo que impregna de imagens e mensagens o psiquismo do espectador.
Psicanálise e cinema trabalham, cada um a seu modo, com a verdade em sua estrutura de ficção na construção de suas narrativas. Para Lacan, a tela de cinema seria “o revelador mais sensível” que permite mostrar, a um olhar oblíquo, marcas do que é assunto intocável para cada um. “Assim como a escuta psicanalítica nos conduz a observar fenômenos normalmente desapercebidos, tais como os atos falhos, os lapsos, os erros de memória ou mesmo um chiste, o cinema desperta um modo particular de percepção ao destacar, graças ao grande plano e à câmara lenta, elementos ocultos ao olhar imerso no fluxo contínuo do cotidiano”, explica Bruno Hilário, coordenador de cinema da Fundação Clóvis Salgado.
Foto: Divulgação
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