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Uma epidemia que se chama Carnaval
Um bate-papo sobre a festa que leva milhões às ruas
A festa da carne, da liberdade e da libertinagem, de Baco, o reinado de Momo, a alegria e a dança, tudo isso junto é o carnaval ou faz parte dele. Para falar sobre essa data tão querida por uns e odiada por outros, mas, sem dúvida muito esperada, o Centro Cultural Mias Tênis Clube convida para um bate-papo sobre a festa. No dia 26 de janeiro, terça-feira, às 19h, representantes dos blocos Baianas Ozadas, Então, Brilha! e Garotas Solteiras, do Concurso de Marchinha Mestre Jonas e a cantora, sambista e líder do Bloco da Calixto, Aline Calixto, estarão no Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube. A entrada franca com distribuição de ingresso na bilheteria do Teatro Bradesco a partir das 18h30, limitado a um par por CPF ou RG.
Em uma conversa séria, porém descontraída, será discutido o que é o carnaval, qual a sua importância na cultura brasileira e em Belo Horizonte. A proposta é falar sobre a retomada dos blocos e do concurso de marchinhas que trouxeram de volta para a capital o clima da folia. Transcender a festa popular, mostrando que o Carnaval é um movimento cultural da nossa sociedade.
O Carnaval é a maior festa popular do Brasil, a mais democrática em que todos, que quiserem, podem participar. Quem não tem dinheiro para o sambódromo participa dos blocos,
quem não pode ter o abadá, vai para a pipoca, e dessa forma o carnaval acontece, cheio de beleza, festa e liberdade. Segundo o cantor e compositor Ivan Lins o carnaval é o momento do ano em que o cidadão comum rasga a fantasia do dia a dia e se mostra em sua verdadeira face. “Quando o ano acabar/ fevereiro raiar/vou rasgar minha fantasia/vou pular, vou ser eu/vou cantar, vou ser eu/vou sorrir, vou ser eu/vou morrer dentro da folia”, diz a letra de Palhaços e Reis.
A ideia é apresentar e entender o carnaval não somente como um momento de liberdade, em que as pessoas ficam mais livres e com o comportamento mais solto. Como é percebido em textos de compositores como Chico Buarque, por exemplo, a festa é um momento em que o oprimido e tímido pode e consegue desabafar suas dores e lamúrias. “E quem me vê apanhando da vida/Duvida que eu vá revidar/ Tô me guardando pra quando o carnaval chegar”, diz a letra de Quando o Carnaval Chegar.
As características mais marcantes do carnaval de Belo Horizonte, a diversidade e democracia, também serão ressaltadas no bate-papo. A liberdade de falar o que se pensa, por meio das marchinhas, de se vestir de forma mais livre, como nas fantasias dos blocos, e as variadas canções, que vão desde o axé dos anos 1990, a homenagem a mestres da música brasileira como Caymmi, são intensas no carnaval da capital que renasceu há cerca de três anos.
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