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FAD faz sua estreia no Rio de Janeiro com Bienal de Arte Digital

Derivado do Festival de Arte Digital, evento criado na capital mineira faz sua estreia no Rio de Janeiro no próximo dia 05 de fevereiro. Em março, a Bienal de Arte Digital segue para Belo Horizonte.

O Festival de Arte Digital - FAD – está expandindo suas fronteiras ao inaugurar a primeira Bienal de Arte Digital no Rio de Janeiro. Iniciado em Belo Horizonte em 2007, o festival propõe uma nova composição de agenda para as artes tecnológicas no Brasil a partir da produção de sua primeira bienal, que conta com artistas convidados, simpósio internacional, oficinas do programa educativo nas exposições e palestras ministradas por profissionais das artes, ciência e tecnologia, além dos nomes da seleção oficial de artistas. Para a edição 2018 foram selecionados 30 artistas de 9 países: Alemanha, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, Itália, Reino Unido, México e Suécia. No Rio de Janeiro, a Bienal está marcada para começar no dia 5 de fevereiro e segue até 18 de março. A primeira edição será realizada nas dependências do Oi Futuro. Já em Belo Horizonte, ela ocorrerá entre os dias 26 de março e 29 de abril.

A programação no Rio de Janeiro contará com exposições, performances e simpósios de mais de 20 artistas de oito países que exploram o tema “linguagens híbridas”. A proposta da Bienal é se tornar uma agenda nacional de arte digital e mostrar a cada dois anos obras e exposições que reflitam temas sociais importantes, evidenciando que a arte possibilita à tecnologia exibir suas experiências sociais. Após sua estreia no Rio, a Bienal segue para Belo Horizonte(26/03 a 20/04), no Conjunto Moderno Da Pampulha - Museu de Arte da Pampulha (MAP).

Artistas do Brasil, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, Itália, México e Reino Unido foram selecionados para essa primeira Bienal de Arte Digital. Seus trabalhos têm como finalidade refletir e trazer para debate a experimentação de novas linguagens artísticas com o uso de novas ferramentas e tecnologias. Entre os trabalhos participantes da edição Rio de Janeiro estão temas como o uso da tecnologia de célula de combustível microbiana para obter eletricidade de bactérias anaeróbicas e componentes orgânicos na água, experimento do cientista e artista brasileiro radicado na Holanda Ivan Henriques, que é o destaque conceitual da Bienal, com uma discussão e problematização da sociedade e da relação do homem e o seu meio.

A Bienal também contará em sua programação com um simpósio internacional que terá a presença do americano Joe Davis, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), mostrando sua visão sobre o híbrido (artista e cientista), sendo um "alquimista" pioneiro de trabalhos de arte e biologia molecular e arte espacial inclusive em parceria com a NASA; além de oficinas do programa educativo nas exposições, palestras ministradas por profissionais das artes, ciência e tecnologia e de artistas convidados, como o chileno Daniel Cruz, da Universidad de Chile, que vai expor a obra “Bloques Erráticos”, contendo uma mensagem em prol da preservação da natureza.                               

Os trabalhos escolhidos foram selecionados entre as mais de 600 inscrições realizadas via edital. A seleção foi realizada por um conselho curador formado por acadêmicos, artistas, pesquisadores e produtores culturais como Marina Gazire, Alexandre Milagres, Ivan Luiz Ramos, Gabriel Cevallos, Pablo Gobira, Tadeus Mucelli e demais membros da comissão organizadora. Foram cerca de 20 encontros entre os envolvidos e cerca de 400 horas dedicadas as análises.

Entre os artistas mineiros selecionados para a edição Rio de Janeiro estão: Aline Xavier, com a obra “JEQUITRAP” uma exposição de artefatos etnológicos modelados em 3D, Ana Moravi com sua videoinstalação “Antarabrava”, que evoca o estado de transitoriedade das imagens e das experiências humanas através dos gestos, Leandro Aragão com a apresentação do seu documentário “Improviso Ambulante”, que investiga o fenômeno da improvisação, procurando superar os preconceitos em torno de sua aparente precariedade e afirmando o ato de improvisar como uma manifestação artística natural do ser humano e o Duo Lumia, uma dupla formada pelos artistas Joana Boechat e Henrique Roscoe, que trazem para a Bienal de Arte Digital seus projetos que trabalham a relação sinestésica de composições e imagens, gerando possibilidades audiovisuais interessantes e que dialoguem de forma fluida, onde melodias visuais formam uma unidade com o som, sendo executados ao vivo.

Outro destaque nacional é o artista Ivan Henriques que, em colaboração com cientistas da Faculdade de Bio-Engenharia da Universidade de Ghent na Holanda, desenvolveu o projeto “Caravel”, uma estrutura robotizada móvel flutuante que colhe e armazena sua energia a partir de Pilhas de Combustível Microbianas, aplicando essa energia para limpar o ambiente poluído com a ajuda de plantas purificadoras de água integradas na estrutura. 

Foto: Divulgação

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