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Grupo Matraca estreia Osquilibum no Sesc Palladium
O espetáculo, que tem direção de Rodrigo Robleño, reúne técnicas de teatro de bonecos e palhaço para mostrar as aventuras de dois amigos durante uma viagem de trem
Uma viagem repleta de seres e monstros imaginários. Este é o universo da peça Osquilibum, novo trabalho do Grupo Matraca. A montagem tem direção de Rodrigo Robleño, atuação e manipulação de bonecos feitas por Juliana Palhares e Cauê Salles. O espetáculo foi concebido para crianças com idades entre 1 e 5 anos. Mas o diretor ressalta que a peça oferece diferentes camadas de leituras para várias outras idades. O espetáculo poderá ser visto entre os dias 18 e 21 de janeiro, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium.
“Os seres imaginários e os monstros são figuras que despertam o interesse das crianças. Trabalho com os pequeninos de 1 a 5 anos há 18 anos, e pude observar como eles se divertem criando e interagindo com seus seres fantásticos” relata Juliana. De acordo com a atriz, o espetáculo direcionado para a primeira infância requer uma pesquisa intensa por necessitar de um trabalho voltado para os sentidos sensoriais e não ter somente a palavra como foco principal. Segundo a criadora, as montagens precisam ser dinâmicas e apresentar situações criativas com simplicidade e dinamismo. “A peça privilegia a invenção, o universo infantil e compreende a criança como um sujeito que cria, expressa e constrói sentidos para o viver”, diz.
Osquilibum também apresenta a junção de duas técnicas: a manipulação de bonecos e as ações de palhaço. Segundo Robleño, a mistura dos estilos reúne qualidades como o lírico e o concreto, a fantasia e o real, além de apresentar desafios para o intérprete. “Um ator em cena com um boneco tem diferentes centros expressivos, ele tem de saber quando é o boneco ou quando é ele e, ainda, quando os dois juntos formam um único centro expressivo. Talvez os atores sejam, ao mesmo tempo, atores e diretores, ou criadores e criatura”, explica o diretor. De acordo com Juliana, as técnicas utilizadas na montagem possuem muitos pontos em comum. “Percebemos várias semelhanças nas duas linguagens: o ritmo, as brincadeiras, a ludicidade, a ideia de que brincar e estar com o público é fundamental”, conclui.
Para a realização do espetáculo o foco em cada ação é de extrema importância. “Normalmente trabalhamos com um nível de concentração muito alto durante a peça porque manipulamos inúmeros objetos e bonecos, contracenamos e já temos que antever o que virá na sequência cênica. Tudo é feito em tempo curto e com precisão técnica para se alcançar o encantamento desejado”, descreve a atriz.
A trilha sonora inclui canções da cultura popular, além de composições assinadas pelos próprios artistas, incluindo também o uso de onomatopéias e efeitos sonoros. Além disso, a trupe ainda faz uma releitura de algumas músicas eruditas conhecidas, que ganharam arranjos contemporâneos e inusitados.
Este projeto foi realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Fundação Municipal de Cultura, número FPC 530/2014. Tem apoio cultural do Sesc e Elvira Matilde. O espetáculo Osquilibum é uma realização do Grupo Matraca.
Sinopse
Onde que é “Osquilibum”?
Onde que fica “Osquilibum”?
Como que se vai pra “Osquilibum”?
Imagine dois amigos que decidiram brincar de trem e, entre malas, malinhas e maletas, vão seguindo os trilhos da imaginação. E nesse trem da vida, eles encontram de tudo, desde histórias engraçadas até os seus próprios monstros que, mais do que assustar, eles gostam mesmo é de se divertir.
Um espetáculo para os mais pequeninos embarcarem e os mais grandotes viajarem.
Eu vou andar de trem!
Você vai também!
O Grupo Matraca
O Grupo Matraca Teatro de Bonecos foi criado em 1998, em Belo Horizonte, Minas Gerais, pelos artistas graduados pela Escola de Belas Artes da UFMG: Cauê Salles e Juliana Palhares. Em 2018 completa 20 anos de existência e resistência. O grupo cria, realiza e produz espetáculos de teatro de bonecos, cursos e oficinas de capacitação em artes visuais e teatro de bonecos e cursos de capacitação em Arte para educadores. O Grupo Matraca pesquisa a interação cênica entre atores e bonecos. O seu repertório teatral é composto por sete espetáculos: “Tem dó, Marlene, tem dó”, “Uma noite com Marlene”, “Safári de Histórias”, “Contos de Encantamento”, “O Enigma do Museu”, “O Anjo Aleijadinho” e “Menino Azul”.
Durante seus quase 20 anos, o Matraca participou de diversos eventos importantes no cenário cultural nacional, tais como o FITB -Festival Internacional de Teatro de Bonecos de Belo Horizonte (em três edições), Festival Mundial de Circo de BH, Festival de Cinema de Tiradentes, Peça Bis, Mostra Infantil do Teatro Marília, Projeto Escambo, Campanha de Popularização do Teatro e da Dança e, ainda, percorreu Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo com o Projeto Trilhas da Cultura. Com os espetáculos “Uma noite com Marlene” e “Contos de Encantamento”, o Matraca realizou apresentações na Espanha, Irlanda e Portugal. Com o espetáculo “O Enigma do Museu”, foi indicado a vários prêmios: melhor atriz (USIMINAS-SINPARC), melhor atriz coadjuvante (USIMINAS-SINPARC), melhor cenografia (USIMINAS e SESC-SATED), melhor espetáculo (USIMINAS e SESC-SATED). Ganhou o prêmio SESC/SATED de melhor texto inédito em 2009 com “O Enigma do Museu” e com o espetáculo “O Anjo Aleijadinho” foi indicado a melhor espetáculo (USIMINAS-SINPARC e SESC-SATED), melhor direção (SESC-SATED) e melhor cenografia (USIMINAS-SINPARC e SESC-SATED) em 2010.
Foto: Juliana Palhares
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