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Peça no Teatro Marília reflete sobre a violência contra mulheres no Brasil
O Teatro Marília recebe de 9 a 12 de janeiro, quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h, o espetáculo “Peixes”, com dramaturgia, direção e atuação de Ana Regis. A peça aborda violência doméstica e foi construída a partir de pesquisas e relatos de mulheres sobre casos de abusos e agressões. O espetáculo faz parte da 46ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, realizada pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc). Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro por R$42,00 (inteira) e R$21,00 (meia) e por R$20,00 (preço único) nos postos de venda Sinparc ou pelo site www.vaaoteatromg.com.br.
Durante uma consulta médica, em um manicômio judiciário, a personagem Cláudia, de 47 anos, professora, revela aos poucos as histórias que viveu, de forma não linear, construindo uma narrativa fragmentada como seu pensamento. Após a convivência com o abuso doméstico e moral ao longo da vida, um dia ela consegue quebrar a ordem das coisas e se libertar do ciclo de violência do qual fazia parte.
Cláudia não é uma estatística. Cláudia é uma consequência social. E “Peixes”, um espetáculo poético e forte cuja dramaturgia contém relatos reais de mulheres violentadas. A peça, vencedora nas categorias Melhor Texto e Melhor Atriz do IV Prêmio Copasa-Sinparc, circulou por festivais internacionais da Espanha e também se apresentou em Lisboa, voltando, agora, para nova temporada em Belo Horizonte.
Ana Régis
Ana Regis iniciou sua carreira como atriz na Cia. Cínica no início dos anos 90, tendo sido indicada ao prêmio de Melhor Atriz pelos espetáculos “Catavento, uma pequena história de amor” e “Amor de Dom Perlimplim”, ambos com direção de Júlio Maciel. Com o fim do grupo, ingressou no 2º Oficinão do Galpão Cine Horto, que culminou no espetáculo CX Postal 1500. No Galpão Cine Horto permaneceu por mais quatro anos sendo integrante da Oficina de Dramaturgia, sob a coordenação de Luiz Alberto de Abreu. Em 2007, fundou a Cia. Bárbara pela qual realizou três edições do FIMPRO – Festival Internacional de Improvisação. Em 2013, retomou a parceria com Júlio Maciel na montagem de “Polissonografia”, como atriz. Foi dramaturga em outros espetáculos e desde 2001 trabalha com audiovisual, alternando funções de atriz, produtora e pesquisadora/preparadora de elenco. “Peixes” é seu primeiro trabalho solo, no qual também assina dramaturgia e direção.
46ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança
Conhecida como um dos eventos mais tradicionais da cena cultural de Belo Horizonte e como uma das maiores ações de popularização das artes cênicas do país, a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança chega a sua 46ª edição com diversas peças teatrais e musicais voltadas ao público adulto e infantil, em vários palcos, com ingressos vendidos a preços populares. A programação completa está disponível no site www.vaaoteatromg.com.br.
Foto:Fabiana Leite
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