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2022: Caminhos para concretizar novos planos e metas
Com a chegada do novo ano, muitas são as promessas feitas, principalmente aquelas envolvendo a saúde. Para concretizá-las, é preciso deixar alguns velhos hábitos de lado e seguir novos rumos
É inevitável olhar para o ano que passou e não se perguntar sobre o que poderia ter sido feito de melhor. Esse pensamento paira na cabeça de grande parte da população, principalmente quando o assunto é saúde. Para começar bem um novo ciclo, muitos pensam em criar novos hábitos, como parar de fumar, iniciar algum tipo de atividade física, melhorar os cuidados com a pele, etc.
Nesse sentido, a oncologista clínica Daiana Ferraz, que faz parte do corpo clínico da Cetus Oncologia [clínica especializada em tratamentos oncológicos com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem] ressalta a importância da realização de atividades físicas como rotina diária para a melhora da saúde corporal, e auxiliando na prevenção de diversas doenças, inclusive o câncer. “A atividade física promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, reduz o tempo de trânsito gastrointestinal, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. Com isso, contribui para prevenir o câncer de intestino (cólon), endométrio (corpo do útero) e mama”, diz. Ainda em relação ao câncer, a médica acrescenta também sobre os cuidados que o paciente em tratamento oncológico deve tomar. “Esses pacientes devem ser orientados a alimentar-se de forma saudável, dar atenção a hidratação, guardar energia para recuperação das sessões do tratamento e não realizar atividades extenuantes”, indica.
Ainda sobre a saúde corporal, a oncologista acrescenta que não é preciso de muito para mudar sua rotina. “Realizar atividades físicas como parte da rotina diária, começando por aquelas que lhe deem prazer, como caminhar, andar de bicicleta, dançar e nadar contribuirão para a proteção contra o câncer. Aquelas modalidades sistematizadas ou que demandem a contratação de serviços como academias podem ser opções, mas não são as únicas. É importante limitar hábitos sedentários”, acrescenta a médica.
A questão da rotina é outro importante ponto a ser discutido nesse sentido, já que para muitos ainda é um desafio adaptar-se a um novo costume diário. Sendo assim, a oncologista cita como é difícil estabelecer uma nova rotina, criando novos hábitos, mas mostra um exemplo de como fazê-lo, com a ajuda da teoria dos 21 dias. “O psicólogo e cirurgião plástico Maxwell Maltz relatou que seus pacientes notavam as mudanças nas cirurgias apenas após 21 dias da operação. De acordo com o especialista, 21 dias seria o tempo que o cérebro precisa para se adaptar a uma mudança. No livro O Poder do Hábito, Charles Duhhig também considera que são necessários 21 dias de repetição de uma ação para que ela se torne um hábito”, explica.
Os pedidos e planos envolvendo saúde são recorrentes há tempos na virada de ano, contudo, com a pandemia do Covid-19, tornaram-se prioridade para aqueles que traçam suas metas. “Acredito que com a pandemia as pessoas ficaram mais sensíveis e mais preocupadas em manter uma rotina mais saudável dando atenção a hábitos que promovam a saúde mental, emocional e física”, finaliza Daiana.
A grande dificuldade de muitos, entretanto, para mudar esses hábitos, é a criação de metas que sejam condizentes com a realidade de cada um e que possam de fato se concretizarem. Nesse sentido, a psicóloga Adriane Pedrosa, que pertence à equipe multidisciplinar da Cetus Oncologia, acredita que o ideal é ajustar os planos e traçá-los de forma responsável. “Um dos primeiros pontos para se criar uma meta é fazer um planejamento e ajustá-la a sua própria realidade. É importante ampliar o alcance das metas aos poucos, para que seja realizada mais facilmente e evite a frustração”, diz.
Entre as técnicas mais conhecidas para esse planejamento, a psicóloga aposta nos clássicos e se diz fã da boa e velha agenda. Acrescenta ainda a necessidade de anotar as mudanças desejadas, as conquistas almejadas e programar os prazos, sejam eles financeiros ou não.
Outro viés da saúde que esteve e ainda está em alta atualmente é a saúde mental da população, que foi afetada muito por conta da pandemia. Segundo estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a pandemia teve efeito devastador no bem-estar e saúde mental da população das Américas. Dados mostram que mais de quatro em cada 10 brasileiros tiveram problemas de ansiedade. Já no Peru, por exemplo, os sintomas de depressão aumentaram cinco vezes na população do país.
Adriane alerta sobre a dificuldade do período, mas ressalta a importância do autoconhecimento e da tentativa de encontrar saídas dos problemas. “Qualquer meta nesse sentido vai precisar passar pelo esforço de buscar esse encontro consigo mesmo. É importante também focar nas possibilidades, agradecendo por aquilo que conseguiu e realizou”, finaliza a psicóloga.
Foto: Dra. Daiana Ferraz - Marcele Valina
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