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Cia. Sesc de Dança participa da ‘43ª Campanha de Popularização Teatro & Dança’
A Cia. Sesc de Dança apresenta, dentro da programação da 43ª Campanha de Popularização Teatro & Dança, um dos seus espetáculos mais recentes, intitulado Trilhante. Nesse trabalho, o primeiro corpo artístico do Sesc convidou três jovens artistas mineiros - Joelma Barros, Rafael Bittar e Alan Keller - a montarem pequenos espetáculos que possibilitassem aprofundar suas experiências como criadores, estimulando tais profissionais a extrapolarem o mercado criativo no qual estão inseridos, abrindo portas para um novo fazer artístico. O evento será no dia 13 de janeiro, às 21h, no Grande Teatro do Sesc Palladium. Os ingressos custam R$15 (inteira). Os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo têm 60% de desconto no valor da inteira.
Além do incentivo aos coreógrafos, esse projeto possibilitou o envolvimento de outros profissionais como figurinistas, costureiras, músicos, cenógrafos e iluminadores, gerando uma cadeia produtiva com mais de 14 pessoas, ampliando ainda mais as oportunidades de trabalho e fomentando a produção artística no estado.
Trilhante é o resultado de todo envolvimento, trocas e descobertas entre a Cia Sesc de Dança e os coreógrafos.Para Joelma Barros, foi uma honra participar desse processo. “Ser recebido pelo seu propósito de vida e poder trazer aquilo que você acredita, para outras pessoas experimentarem e construírem junto com você algo que vai comunicar outras pessoas, é um presente”, afirma. Rafael compartilha do sentimento. “Receber o convite do Sesc, ao passo que foi desafiador, representou para mim o que esperava para realizar uma vontade vibrante que tinha de trabalhar e emoldurar minhas ideias em corpos com tamanha potencialidade. Trilhante é um projeto ousado e de possibilidades”, comenta.
Para Alan Keller, que sempre trabalhou com outras possibilidades em que o foco principal eram projetos sociais em dança, o convite foi mais que uma surpresa. “Na companhia já existem os artistas, as bailarinas são maravilhosas, então a nossa descoberta é mais do que isso. É descobrir como nossa arte vai chegar até o coração do público que está na plateia. Estou muito focado na estética, no lugar bonito, no figurino maravilhoso porque as mulheres são lindas e elas merecem esse espaço”, afirma.
Confira abaixo mais informações sobre as coreografias:
‘I.MEDI.ATOS’
Uma perspectiva poética sobre os atravessamentos de imagens, informações e breves diálogos que movem o cotidiano urbano atribulado e urgente. Curtos universos temporários. Aqui não há estruturas profundas, nem causa secreta ou final, tudo é (ou não é) o que parece.
Coreografia: Joelma Barros
Pesquisa de figurino: Júnio Nery
Trilha Sonora: Cristian Tunes
Iluminação: Renato Cordeiro e Joelma Barros
Bailarinos: Amanda Soares, Clarissa Moura, Cristhyan Pimentel, Diogo Gonçalves, Josué Maciel, Leonardo Bruno Rodrigues.
Joelma Barros é artista da dança de Minas Gerais, nascida em Belo Horizonte, formada em diferentes escolas de curso livre de dança em sua cidade. Professora de dança contemporânea, atua com profissionais e na formação de bailarinos. Compõe em dança instigando o desenvolvimento de habilidades individuais e de suas relações na coletividade para criação de estados e ambientes. Membro da Associação Dança Minas e do Fórum de Dança Belo Horizonte. Coreógrafa atuante desde 2007, tem trabalhos premiados em eventos de dança no Brasil e exterior.
‘FRACTUS’
Intenso de movimentos e sonoridades, de petrificações e vacuidades, Fractus crava nos sentidos o caminho para o pensamento. Criada a partir da trilha sonora de Gabriel Canedo, a coreografia de Rafael Bittar faz do espaço cênico uma miragem do mundo contemporâneo. Assim como “os ouvidos não têm pálpebras” – já dizia Pignatari - e os corpos não podem ser indiferentes aos sons, nas grandes metrópoles, sobretudo, os indivíduos não podem fugir à volatilidade de informações e de demandas que os pressionam a “escolhas” autocentradas. Quebradas nesse entrechoque, como interagem com a realidade e entre si essas individualidades atomizadas? Da queda e avidez de um chão, tantas vezes movediço, à perplexidade sem emoção, os bailarinos corporificam indagações e códigos em diálogo permanente com a trilha sonora, que se insinua como um habitat inescapável.
Coreografia: Rafael Bittar
Assistente de coreografia: Lucas Saraiva
Trilha Sonora: Gabriel Canedo
Figurino: Janaína Castro
Assistente de figurino: Júnio Nery
Iluminação: Gabriel Pederneiras e Renato Cordeiro
Bailarinos: Bruno Miranda, Isaías Estevam, Kaio Fernando e Morvan Teixeira
Rafael Bittar, 25 anos, é bailarino do Grupo Corpo desde 2012 e dança nos principais teatros do mundo. Belo-horizontino, iniciou carreira profissional na Cia Mário Nascimento e logo recebeu o Prêmio Sesc/Sated-MG de melhor bailarino. Os estudos, iniciados na dança folclórica aos 13 anos, expandem-se à dança contemporânea e à criação coreográfica, inclusive para a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e Dança Jovem. Fractus é seu primeiro espetáculo para uma companhia profissional.
‘REMINISCÊNCIA’
Apesar de suas referências históricas e na regionalidade mineira, Reminiscência transita de maneira atemporal nas expectativas da mulher em sua época, usando como ponto de partida a materialização corporal das lembranças e o amor como combustível para aquilo que ainda se espera.
Coreografia: Alan Keller
Assistente de coreografia: Erika Rosendo
Trilha sonora: Sérgio Pererê
Figurino: Pablo Ramon
Iluminação: Renato Cordeiro
Cenário: Hernane Fernandes
Bailarinas: Amanda Soares, Ana Silva, Camila Gomes, Karen Rangel e Luiza Viana.
Alan Keller é coreógrafo, pesquisador, professor de dança contemporânea em projetos de formação. É graduado em educação física, pós-graduado em dança, consciência corporal e é membro da Associação Dança Minas. Nascido em Três Marias, é também residente e gestor público de cultura na cidade de Sete Lagoas. Trabalha com companhias de teatro e dança no Brasil e no exterior. Suas produções são inspiradas nas transformações e marcos sociais, persistindo em perpetuar aquilo que não deveria escapar da memória.
SOBRE A CIA. SESC DE DANÇA
A Cia. Sesc de Dança tem o objetivo de democratizar o acesso à arte e cultura, fomentar e difundir a linguagem da dança, e estimular a formação de público por meio de apresentações artísticas e atividades formativas. Estreou o primeiro espetáculo em Belo Horizonte, dia 23 de agosto de 2013, no Grande Teatro do Sesc Palladium, com coreografias de estilo clássico e contemporâneo.
Desde sua estreia realizou diversas apresentações em Belo Horizonte e interior de Minas Gerais, com montagens de Henrique Rodovalho, Jomar Mesquita, Cassi Abranches, Ricardo Scheir, Tíndaro Silvano, Manoel Francisco e Alex Soares, inovando pela qualidade na execução de diferentes estilos, do clássico ao contemporâneo, e apresentando ao público um repertório diversificado, em um movimento de pesquisa e experimentação constante. Além das apresentações artísticas a companhia realiza espetáculos didáticos e oficinas abertas a estudantes e interessados na dança, em um programa educativo de troca e aprendizado.
O primeiro corpo artístico do Sesc no Brasil, cuja atuação já rendeu indicações a prêmios estaduais, apresenta uma programação de qualidade, aberta ao público com acesso gratuito ou a preços populares.
Foto: Henrique Chendes
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