Coberturas
Exposição, que conceitualmente aborda os Corpos Negros e o Território Mineiro, acontece em BH

Câmera Sete - Casa da Fotografia de Minas Gerais, 20/02/2025
Por Lídia Sucasas
Na noite do dia 20 de fevereiro, às 19h, a Câmera Sete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, localizada na Av. Afonso Pena, centro da capital, recebeu um público bastante significativo para a abertura da Exposição “Sobre Tons”, desenvolvida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em parceria com a Fundação Clóvis Sagado. Projeto que discute as questões raciais em nossa cidade e aborda os atravessamentos que que permeiam as relações do corpo negro com o território mineiro. Celebrando a cultura afro-mineira por meio das mostras “O Som que Ressoa em Mim Foi Meu Ancestral que Tocou” e “Olhares de Dentro: Patrimônio Afro-mineiro em Perspectiva”. Curadoria de Alinne Damasceno e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico – IEPHA-MG.
A abertura da exposição, contou com a fala do presidente do IEPHA João Paulo Martins, do Presidente da fundação Clóvis Salgado, Sérgio Reis, da curadora da mostra Alinne Damasceno, da vereadora Júlia Santos, da Promotora de Justiça Nádia Estela e da matriarca e fundadora do QUilombo Manzo Ngunzo Kaiango Efigênia Maria.
Durante a abertura os convidados tinham acesso a uma linda mesa preparada pela Kitutu Gastronomia, onde se deliciaram com as comidas afro- brasileiras, além de caminhar pelos espaços da mostra que reúne bordados, instalações, vídeo performance e fotografias. Que exploram a ancestralidade, espiritualidade e a relação dos corpos negros no cenário de Minas.
A exposição conta com dois momentos. No primeiro espaço, intitulado “O Som que Ressoa em Mim Foi meu Ancestral que Tocou”, o visitante pode apreciar uma seleção de obras que falam de um tempo não linear, convidando-o a reescrever histórias, vivenciar processos de cura e imaginar futuros possíveis. Produções que abordam, também, a espiritualidade e a ancestralidade das pessoas pretas através do olhar e expressão artística de: Max Suelen Cristina, Aziza Eduarda e Vitú de Souza, Suellen Sampaio, Virginia Dandara e LaizaLamara.
Já no segundo espaço, que leva o nome “Olhares de Dentro: Patrimônio Afro-mineiro em Perspectiva”, o patrimônio afro-mineiro é apresentado para o público através de fotografias que exploram um olhar de dentro. Momentos registrados pelo fotógrafo da comunidade Quilombola de Faceira no Vale do Jequitinhonha, Matheus Soares. Em seu trabalho, Soares expõe olhares multifacetados e atentos para as diversas expressões do patrimônio cultural negro de Minas Gerais.
Reunir trabalhos de outras linguagens que não a fotografia é, para Alinne, uma forma de tirar o público de um lugar confortável. Já para a vereadora Júlia Santos “Esse espaço arquitetônico repelia a nossa existência. Parabenizo a cada preto e preta em romper esse conceito em ocupar esse espaço. Pertencimento exato da nossa existência”, relata. E a construção de uma sociedade justa e igualitária com execução e apoio do ministério público do programa antirracismo, ”Sobretons”, é uma realização”, conclui a promotora de justiça, Nádia Estela.”
Para os interessados, a exposição está belíssima. É gratuita e livre.
Período Expositivo:20 fevereiro a 22 de março
Horário funcionamento:09h30 às 21h00hs. De terça a sábado
Local: CâmeraSete – Casa de Fotografia de Minas Gerais
Endereço: (Avenida Afonso Pena, 737, Centro)

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.